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FORMAÇÃO DE PREÇO II

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Formação de Preço

Toda empresa precisa determinar com precisão, o valor de seus produtos, sob pena de perder mercados (por praticar preços acima da concorrência) ou sofrer prejuízos pela venda de seus produtos, mercadorias e serviços abaixo do custo. Para que isso ocorra deve- se analisar o mercado e seus fatores internos, como:
                   
no caso do mercado deve- se identificar seus concorrentes e seus produtos para que possa fazer um "pareamento" dos custos dos produtos de empresas concorrentes

já no caso dos fatores internos podemos destacar: o custo de produção da sua empresa e a margem de lucro desejada pela venda do produto

Basicamente, a formação do preço de venda pode ser simplificada pela equação Custo + Lucro + Despesas Variáveis = Preço de Venda.




Os principais princípios a serem observados  na formação de preços são os seguintes:

 1. Distribuição dos custos comuns entre produtos e serviços
 Esta é  uma das tarefas mais difíceis de executar porque qualquer critério de rateio escolhido sempre conterá algum grau de subjetividade. Mesmo o tão aclamado método de custeio denominado ABC (Acitivity Based Costing ou custeio baseado em atividades) está longe de resolver o problema.
 O melhor a fazer é escolher o critério de rateio mais aplicável às características da empresa e do processo de produção ou operação, mas sem perder de vista que o objetivo final do rateio é  que o total dos custos comuns (custos indiretos) seja coberto. Isso significa que a empresa tem uma grande liberdade para fazer a distribuição dos custos comuns e não precisa ficar refém de critérios de rateio,  principalmente  nas decisões de preço aplicáveis ao  curto prazo.

 2. Volume de produção   para cálculo do custo unitário  

Várias parcelas de custo são primeiramente  conhecidas pelo seu valor   total e este deve ser dividido pelo volume de produção ou operação para se chegar ao custo unitário. Por exemplo,  o custo de administração imputável a um certo produto é primeiramente conhecido pelo seu valor total, geralmente referido a um dado período de tempo. Depois  disso,   será escolhido um volume de produção ou operação  para cálculo do  custo unitário. Mas que volume de produção ou operação deve ser considerado para esse fim?
 Em boa parte dos sistemas de controle interno, o volume de produção  escolhido é a produção verificada.  Como esses sistemas geralmente têm por objetivo a apuração de resultado, esse procedimento  não traz problemas. Entretanto, para fins de formação de preço, o volume  a ser considerado é aquele para o qual os custos foram assumidos. Isto significa que para fins de formação de preço, deve ser considerada a capacidade de produção e não a quantidade  que foi produzida. Alguns ajustes podem ser feitos sobre a capacidade de produção (inclusão de um fator de ociosidade natural, por exemplo).

 3. Tributação 

 Um dos itens formadores do custo e portanto, do preço, são os impostos incidentes sobre o  resultado da empresa, como é o caso do Imposto de Renda e Contribuição Social das empresas tributadas pelo  sistema de lucro real. Por sua vez, o resultado a ser estimado dependerá, entre outros fatores,  do próprio preço que está sendo calculado, o que gera alguma circularidade no cálculo do preço.
Nas empresas incluídas no Super Simples, a alíquota de tributação em cada mês depende do faturamento nos doze meses anteriores. Assim, para estimar adequadamente a alíquota média de tributação ao longo de uma ano, é necessário trabalhar com um período de vendas  de vinte e quatro meses, sendo doze realizados e doze projetados.
Estes exemplos indicam que a  formação de preço é não é processo de cálculo exato, mas sim  estimado.

então podemos concluir que o processo de formação de preço é algo essencial para a empresa que abrange não só a pesquisa de mercado ( que é algo envolvido) mas sim muitos fatores internos da empresa.

Agora vejamos um vídeo sobre formação de preço:










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